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Compreender os conceitos básicos das criptomoedas ajuda-o a orientar-se nas carteiras, transações e redes sem cometer erros dispendiosos. Aprender alguns conceitos fundamentais torna a utilização das criptomoedas mais segura e muito mais fácil.
Entrar no mundo das criptomoedas pode parecer como entrar num mercado onde toda a gente fala em acrónimos e parte do princípio de que já conhece os conceitos básicos. A tecnologia evolui rapidamente, surgem constantemente novos termos e é fácil cometer erros dispendiosos simplesmente por não ter compreendido o que um botão realmente faz.
A boa notícia é que não precisa de se tornar um engenheiro para utilizar as criptomoedas com segurança. Basta ter um modelo mental funcional dos conceitos que regem a forma como os fundos circulam, como as redes confirmam as transações e como se pode proteger de perdas evitáveis.
Abaixo estão 10 ideias fundamentais que surgem em todo o lado no mundo das criptomoedas — quer estejas a comprar moedas numa bolsa, a utilizar uma carteira, a interagir com aplicações descentralizadas ou a tentar perceber por que razão uma transação custou mais do que esperavas.
Uma blockchain é um livro-razão digital distribuído que regista transações numa rede de computadores. Em vez de uma única instituição manter uma base de dados privada (como um banco), uma blockchain é mantida por muitos participantes que seguem as mesmas regras para manter o livro-razão consistente.
As transações são agrupadas em «blocos», e esses blocos são ligados entre si por ordem cronológica. Assim que os dados são registados e confirmados, torna-se extremamente difícil alterá-los sem que a rede o detete. Essa imutabilidade é uma das razões pelas quais as blockchains podem ser seguras — a adulteração é possível em teoria, mas dispendiosa e óbvia na prática.
Quando se utiliza criptomoeda, a blockchain é a camada de liquidação. É a parte que decide se a sua transferência é válida e se a atualização do seu saldo é definitiva.
A descentralização é a ideia de distribuir o controlo e a tomada de decisões, afastando-os de uma única entidade e distribuindo-os por uma rede. Nas criptomoedas, isso significa normalmente que nenhuma empresa controla sozinha o livro-razão, aprova transações ou pode reescrever unilateralmente o histórico.
Em termos práticos, a descentralização consiste em reduzir a confiança que é necessário depositar numa única parte. Com a Bitcoin, por exemplo, é possível enviar valor de igual para igual sem que um banco aprove a transação.